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Escala e orçamento

Expandir para Novos Mercados Quebrou o Rastreamento que Funcionava

Ao expandir para novas regiões ou países, muitas empresas descobrem que o rastreamento de conversão que funcionava bem no mercado original simplesmente não se sustenta na nova estrutura.

Em resumo

Expandir operações de Google Ads para novos mercados ou regiões costuma expor fragilidades escondidas no rastreamento de conversão que, até então, funcionava bem apenas porque operava em uma escala e complexidade menores. A BSC avalia essa transição para evitar que o crescimento geográfico comprometa a qualidade dos dados de toda a conta.

Quando uma empresa decide expandir para novos mercados, seja abrindo operação em novas cidades, estados ou países, a expectativa natural é que aquilo que já funcionava bem no mercado original simplesmente se replique na nova frente. Só que o rastreamento de conversão, que parecia sólido e confiável na operação inicial, frequentemente revela rachaduras assim que precisa lidar com a complexidade adicional de múltiplas regiões, múltiplas moedas, diferentes fusos horários ou estruturas de site regionalizadas.

Um exemplo comum é quando a expansão exige a criação de páginas específicas por região, ou até domínios e subdomínios diferentes, e a tag de conversão que estava configurada para capturar eventos em uma estrutura única de site simplesmente não foi replicada corretamente nas novas páginas. Isso pode gerar uma situação em que o mercado original continua reportando conversões normalmente, mascarando o fato de que os novos mercados estão praticamente sem rastreamento nenhum, ou com um rastreamento parcial e inconsistente.

Por que a complexidade cresce mais rápido do que se imagina

Esse é exatamente o tipo de padrão que a BSC costuma identificar em auditorias técnicas. Cada novo mercado adiciona uma camada de complexidade que raramente é proporcional e linear. Diferenças de moeda exigem atenção ao valor de conversão reportado, para que ele não fique distorcido entre regiões. Diferenças de comportamento do consumidor local podem exigir ajustes na própria definição do que conta como uma conversão relevante. E, tecnicamente, cada nova estrutura de página ou domínio pode exigir uma configuração de tag específica, que se não for replicada com cuidado, simplesmente não funciona da mesma forma que no mercado original.

Esse problema costuma passar despercebido justamente porque a atenção da equipe está voltada para o sucesso comercial da expansão, para conseguir tração no novo mercado, e não necessariamente para a auditoria técnica de cada peça de rastreamento envolvida. É só quando os números do novo mercado parecem estranhos demais, baixos demais ou inconsistentes, que alguém para para investigar e descobre que a base técnica nunca foi replicada corretamente desde o início.

Expandir com segurança exige revisar o rastreamento antes, não depois

A BSC observa esse cenário com frequência ao analisar contas de clientes novos. O ideal é que a estrutura de rastreamento seja revisada e validada antes mesmo do lançamento das campanhas em um novo mercado, e não meses depois, quando já existe um histórico de dados comprometidos para analisar. Esse tipo de planejamento técnico, que antecipa os pontos de fragilidade de uma expansão geográfica antes que eles se tornem um problema real de orçamento mal direcionado, é parte do trabalho que a BSC realiza para empresas em processo de crescimento para novas regiões, evitando que o sucesso comercial da expansão seja ofuscado por uma base de dados quebrada desde o começo.

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