Escala e orçamento
Expandir para Mais Localidades Fez o Custo por Lead Subir em Todo Lugar
Adicionar novas localidades a uma campanha de Google Ads pode, de forma contraintuitiva, piorar o custo por lead até nas regiões que já funcionavam bem antes da expansão.
Adicionar novas cidades ou regiões a uma campanha de Google Ads pode acabar piorando o custo por lead até nas localidades que já performavam bem antes, um efeito colateral pouco intuitivo ligado à forma como o algoritmo redistribui orçamento e aprendizado. A BSC avalia esse impacto antes de qualquer expansão geográfica de campanha.
Quando uma empresa decide expandir a atuação geográfica de suas campanhas de Google Ads, adicionando novas cidades, estados ou regiões, a expectativa é conquistar novos leads nesses mercados adicionais, mantendo o desempenho que já existia nas localidades originais. Só que um efeito colateral bastante comum, e pouco intuitivo, é justamente o oposto: o custo por lead piora em todo lugar, inclusive nas regiões que já eram consistentemente boas antes da expansão acontecer.
Isso tem uma explicação técnica ligada à forma como o Google Ads distribui orçamento e aprendizado dentro de uma mesma campanha. Quando novas localidades são adicionadas à mesma estrutura de campanha que já servia as regiões originais, o sistema passa a competir por orçamento entre todas essas localidades simultaneamente, e o algoritmo de lances automáticos, especialmente estratégias baseadas em metas de custo por aquisição, recalcula seu comportamento considerando o conjunto todo, não cada região isoladamente. Se as novas localidades têm um comportamento de mercado mais competitivo, mais caro, ou menos qualificado, esse "ruído" pode contaminar o desempenho da campanha como um todo, inclusive nas regiões que antes eram eficientes.
Por que misturar regiões na mesma estrutura é arriscado
Esse é exatamente o tipo de padrão que a BSC costuma identificar em auditorias técnicas. Cada mercado geográfico tem sua própria dinâmica de concorrência, seu próprio custo de leilão e seu próprio comportamento de conversão. Uma cidade pode ter poucos concorrentes disputando o mesmo público, enquanto outra pode ser dominada por players estabelecidos, tornando qualquer clique muito mais caro. Quando essas regiões diferentes são tratadas dentro da mesma campanha, sem segmentação estrutural clara, o algoritmo não consegue otimizar cada uma de forma independente, e o resultado é uma média que penaliza as regiões boas para tentar compensar as regiões mais difíceis.
Além disso, expandir localidades geralmente acontece sem um período de aprendizado isolado para as novas regiões, o que significa que o algoritmo está tentando otimizar simultaneamente para mercados com históricos de dados completamente diferentes, um com anos de aprendizado acumulado, outro começando do zero. Esse desequilíbrio de maturidade de dados dentro da mesma campanha tende a gerar instabilidade generalizada até que, eventualmente, tudo se estabilize, mas o custo dessa instabilidade é pago em forma de leads mais caros durante esse período.
Expandir geografia exige planejamento de estrutura, não só ativação
A BSC observa esse cenário com frequência ao analisar contas de clientes novos. Evitar esse efeito colateral exige pensar com cuidado em como a expansão geográfica vai ser estruturada dentro da conta, antes de simplesmente adicionar novas localidades a campanhas já existentes. Essa decisão de arquitetura, sobre separar ou não regiões, como isolar o aprendizado de cada mercado e como proteger o desempenho das localidades que já funcionam, é justamente o tipo de planejamento estratégico que a BSC realiza antes de qualquer expansão geográfica, evitando que o crescimento planejado em uma frente acabe corroendo a eficiência que já existia em outra.
Quer entender o que está acontecendo com o seu Google Ads?
Falar com a BSC no WhatsApp